quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estamos prontos para fazer a diferença?

Uma questão que merece nossa atenção e carinho é: estamos prontos para, de fato, fazermos a diferença na vida de "qualquer pessoa que ainda não conheça o Evangelho"? Quando lemos na Palavra de Deus o "Ide e pregai, fazendo discípulos e batizado-os em nome do Pai, Filho e Espírito Santo" não há antes ou depois do texto uma referência sobre o tipo específico de pessoas a quem devemos pregar e fazer discípulos. Não existe da parte de Deus uma indicação de que apenas pessoas de classe média baixa ou classe média alta devam receber o Evangelho. Ou que latino-americanos devem ser evangelizados mas mulçumanos não.

Tudo bem que estamos colocando em nosso exemplo referências geográficas e sócio-econômicas. Mas não é só isso! Estamos prontos, eu e você, a irmos em direção a TODOS OS QUE CARECEM DA MISERICÓRDIA DE DEUS E DO EVANGELHO afim de fazermos a obra a nós confiada?

Se no próximo sábado pela manhã entrasse em nosso templo um grupo de prostitutas acompanhadas de um grupo de dependentes químicos mais alguns gays, como seria a minha e a tua reação? Que fisionomia se estamparia em nosso rosto e que atitudes demonstraríamos a eles? Talvez a unilateralidade de nossa religião e o gesso dos nossos preconceitos não nos permitiria ser para eles o que Jesus foi a todos os que se aproximavam dEle enquanto desenvolveu Seu ministério terrestre.

Precisamos pensar URGENTEMENTE nesta questão pois, se nossa Igreja não estiver pronta para ir, pregar e fazer discípulos em nome do Pai, Filho e Espírito Santo para os cativos, oprimidos e marginalizados é porque nossa Igreja não tem uma razão para sua existência.

Ser diferente para fazer a diferença significa tratar as pessoas não da maneira como merecem, mas da maneira que Deus nos trata. Aliás, eu e você somos pecadores. Aliás, somos tão pecadores como qualquer outro ser humano. Se nos esquecermos disso, irmãos, é bem capaz de não sermos reconhecidos pelo Pai quando Ele vier, pois "quando fizemos a um destes pequeninos, a Ele o fizemos... E quando deixamos de fazer a um desses pequeninos é a Ele que deixamos também de fazer..."

Que possamos repensar a razão de existir de nossa Igreja. Se não estivermos abertos às pessoas, elas não virão. Se elas não vierem, então é porque não cumprimos nossa missão. E se não cumprimos nossa missão, é melhor que fechemos nossas portas, pois não estaremos conseguindo ser relevantes na comunidade onde estamos inseridos. E se fecharmos nossas portas eles não sentirão nossa falta.

Que possamos abrir cada vez mais as portas de nosso templo e de nosso coração para, de fato, fazermos deste lindo lugar um "lugar de esperança", para honra e glória de nosso Pai.

Maranata!!

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