A falta de conhecimento não é o maior problema ou a causa determinante que classifica um ser humano como "ignorante". Conheço pessoas que pouco frequentaram as cadeiras das salas de aula ou mesmo nunca foram à escola, mas possuem habilidades tremendas que fazem delas pessoas especiais como outros amigos que tenho portadores de diplomas e títulos.
A questão crucial não gira em torno da quantidade de conhecimento que temos, mas o que fazemos com o que conhecemos e aprendemos no decorrer da nossa existência. Vivemos inegavelmente numa época em que o valor do ser humano é percebido na maioria das vezes pela quantidade de atributos pertencentes a ele. E por conta disso vamos nos envolvendo numa entorpecente atmosfera de relacionamentos doentios na medida em que assumimos a postura de "parasitas sociais" ao tentarmos apenas "sugar" do outro o que há de melhor, em nossa maneira de avaliar e considerar o valor humano.
Portanto, dentro de uma sociedade religiosa como a que fazemos parte, corremos o grande risco de perdermos o foco do real sentido da nossa própria existência e de todos aqueles que fazem parte de nosso círculo social: família, amigos, vizinhos e irmãos na fé. Usamos em nome de nossa fé (ainda que falha e limitada) os escritos bíblicos e do espírito de profecia como lanças afiadas para mostrar ao resto da humanidade a maneira correta de se viver.
Ou seja, a hipocrisia é, de fato, a moradora oficial do camarim e dos bastidores de nosso coração. Há os que dizem ser um grande pecado usar roupas sensuais, mas no histórico virtual de seus computadores há o registro dos sites pornográficos que são acessados. Há os que dizem ser um grande pecado colocar carne de porco na boca, mas com muita facilidade colocam em seus lábios os nomes de muitas pessoas para falar mal delas. Nosso amigo Freud já dizia o seguinte:
Sob a máscara do esquecimento e do equívoco, invocando como justificação a ausência de más intenções, os homens expressam sentimentos e paixões cuja realidade seria bem melhor, tanto para eles próprios como para os outros, que confessassem a partir do momento em que não estão à altura de os dominar.
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'
Prezado amigo, prezado irmão, se todos fossem como eu ou como você, para onde caminharia a humanidade? Quero convidá-lo a olhar com o colírio do amor de Deus e de Sua justiça para dentro de si mesmo. Ao fazer isso pensemos no grau de tolerância por nós adotados ao tratarmos com as características, pensamentos, maneira de encarar a vida e limitações dos que nos rodeiam.
Geralmente, quando somos muito rígidos com os erros e falhas dos outros é porque nos bastidores de nossa vida não admitimos ser da maneira que somos, mas precisamos "culpar" alguém por isso. Nos dizemos civilizados. Será que aquilo que chamamos "civiilzação" não é o conjunto de conveniências criadas por nós mesmos no desespero de aliviarmos nossa consciência da realidade de nossa própria essência pecaminosa? Precisamos aprender a sermos francos com a gente mesmo!
Concluo com outra máxima de Freud:
Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados, e é lícito até perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica.
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'
Deus nos conhece da real maneira que somos! Ele sabe o que vai no mais íntimo de nosso coração. Deus assiste ao "espetáculo" que apresentamos diariamente em nosso viver mas Ele está disposto a ter um encontro diário comigo e com você quando voltamos para o "camarim" e encaramos os verdadeiros bastidores da nossa alma.
Que possamos, eu e você, entregarmos a Cristo os bastidores de nosso coração, afim de não sermos hipócritas, mas genuinamente pecadores dependentes da graça e misericórdia do Pai do Céu.
Maranata!!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Estamos prontos para fazer a diferença?
Uma questão que merece nossa atenção e carinho é: estamos prontos para, de fato, fazermos a diferença na vida de "qualquer pessoa que ainda não conheça o Evangelho"? Quando lemos na Palavra de Deus o "Ide e pregai, fazendo discípulos e batizado-os em nome do Pai, Filho e Espírito Santo" não há antes ou depois do texto uma referência sobre o tipo específico de pessoas a quem devemos pregar e fazer discípulos. Não existe da parte de Deus uma indicação de que apenas pessoas de classe média baixa ou classe média alta devam receber o Evangelho. Ou que latino-americanos devem ser evangelizados mas mulçumanos não.
Tudo bem que estamos colocando em nosso exemplo referências geográficas e sócio-econômicas. Mas não é só isso! Estamos prontos, eu e você, a irmos em direção a TODOS OS QUE CARECEM DA MISERICÓRDIA DE DEUS E DO EVANGELHO afim de fazermos a obra a nós confiada?
Se no próximo sábado pela manhã entrasse em nosso templo um grupo de prostitutas acompanhadas de um grupo de dependentes químicos mais alguns gays, como seria a minha e a tua reação? Que fisionomia se estamparia em nosso rosto e que atitudes demonstraríamos a eles? Talvez a unilateralidade de nossa religião e o gesso dos nossos preconceitos não nos permitiria ser para eles o que Jesus foi a todos os que se aproximavam dEle enquanto desenvolveu Seu ministério terrestre.
Precisamos pensar URGENTEMENTE nesta questão pois, se nossa Igreja não estiver pronta para ir, pregar e fazer discípulos em nome do Pai, Filho e Espírito Santo para os cativos, oprimidos e marginalizados é porque nossa Igreja não tem uma razão para sua existência.
Ser diferente para fazer a diferença significa tratar as pessoas não da maneira como merecem, mas da maneira que Deus nos trata. Aliás, eu e você somos pecadores. Aliás, somos tão pecadores como qualquer outro ser humano. Se nos esquecermos disso, irmãos, é bem capaz de não sermos reconhecidos pelo Pai quando Ele vier, pois "quando fizemos a um destes pequeninos, a Ele o fizemos... E quando deixamos de fazer a um desses pequeninos é a Ele que deixamos também de fazer..."
Que possamos repensar a razão de existir de nossa Igreja. Se não estivermos abertos às pessoas, elas não virão. Se elas não vierem, então é porque não cumprimos nossa missão. E se não cumprimos nossa missão, é melhor que fechemos nossas portas, pois não estaremos conseguindo ser relevantes na comunidade onde estamos inseridos. E se fecharmos nossas portas eles não sentirão nossa falta.
Que possamos abrir cada vez mais as portas de nosso templo e de nosso coração para, de fato, fazermos deste lindo lugar um "lugar de esperança", para honra e glória de nosso Pai.
Maranata!!
Tudo bem que estamos colocando em nosso exemplo referências geográficas e sócio-econômicas. Mas não é só isso! Estamos prontos, eu e você, a irmos em direção a TODOS OS QUE CARECEM DA MISERICÓRDIA DE DEUS E DO EVANGELHO afim de fazermos a obra a nós confiada?
Se no próximo sábado pela manhã entrasse em nosso templo um grupo de prostitutas acompanhadas de um grupo de dependentes químicos mais alguns gays, como seria a minha e a tua reação? Que fisionomia se estamparia em nosso rosto e que atitudes demonstraríamos a eles? Talvez a unilateralidade de nossa religião e o gesso dos nossos preconceitos não nos permitiria ser para eles o que Jesus foi a todos os que se aproximavam dEle enquanto desenvolveu Seu ministério terrestre.
Precisamos pensar URGENTEMENTE nesta questão pois, se nossa Igreja não estiver pronta para ir, pregar e fazer discípulos em nome do Pai, Filho e Espírito Santo para os cativos, oprimidos e marginalizados é porque nossa Igreja não tem uma razão para sua existência.
Ser diferente para fazer a diferença significa tratar as pessoas não da maneira como merecem, mas da maneira que Deus nos trata. Aliás, eu e você somos pecadores. Aliás, somos tão pecadores como qualquer outro ser humano. Se nos esquecermos disso, irmãos, é bem capaz de não sermos reconhecidos pelo Pai quando Ele vier, pois "quando fizemos a um destes pequeninos, a Ele o fizemos... E quando deixamos de fazer a um desses pequeninos é a Ele que deixamos também de fazer..."
Que possamos repensar a razão de existir de nossa Igreja. Se não estivermos abertos às pessoas, elas não virão. Se elas não vierem, então é porque não cumprimos nossa missão. E se não cumprimos nossa missão, é melhor que fechemos nossas portas, pois não estaremos conseguindo ser relevantes na comunidade onde estamos inseridos. E se fecharmos nossas portas eles não sentirão nossa falta.
Que possamos abrir cada vez mais as portas de nosso templo e de nosso coração para, de fato, fazermos deste lindo lugar um "lugar de esperança", para honra e glória de nosso Pai.
Maranata!!
domingo, 25 de abril de 2010
"EU"CONHA OU "EU"ÍNA? Não importa. É droga de qualquer jeito.
Temos visto o que o consumo de drogas pode causar na vida de um ser humano e na vida de todos os que convivem com este. Tenho visto famílias inteiras se desintegrarem em função de um de seus membros que envereda-se no caminho muitas vezes sem volta das drogas.
No entanto, hoje, não quero falar de maconha, de cocaína, heroína, crack ou qualquer outro tipo desses de drogas. Não irei descrever a sequência de sintomas em alguém que está morrendo de overdose.
Entretanto quero lhe falar de uma droga tremendamente nociva, poderosa, escravizadora e assassina. Letal nos efeitos não só no usuário mas em qualquer um que esteja por perto. Quer saber de que droga estou falando? Você pode chamá-la "EU conha" ou se preferir pode ser "EU ína"... Sim! Estou falando dessa injeção de "EU" que a maioria das pessoas manda para as veias diariamente. É um tal de "se achar", "eu posso", "as melhores idéias são as minhas", e por aí vai...
Há muitos cristãos por aí muito fiéis em devolver o dízimo, em dar de coração ofertas, especialistas em se vestir bem para irem aos cultos, mas quando você vai conversar e olhar nos olhos deles fica evidente que ali há alterações super percebíveis decorrentes do uso excessivo do "EU".
Os efeitos da "EU conha" ou "EU ína" podem ser vistos aos montões por aí quando as pessoas, em nome de Deus, procuram se auto promover através de "grandes feitos", "grandes sacrifícios" como tentativas inúteis de conquistar um lugar na Jerusalém renovada. Os drogados e viciados no "EU" estão tão lesados que não conseguem enxergar quem está mais próximo e se esquecem em sua louca viagem que Jesus derramou por aquele o Seu precioso sangue também. Ele "não veio buscar os sãos, mas os doentes..."
Amigo, não se iluda. As fortes dosagens de "amor ao EU" que nós corremos o risco de injetar diariamente em nossas palavras, atitudes e motivos são muito, mas muito mais perigosas e fatais do que qualquer outra droga. Simplesmente porque um "EU" doente causa a morte lentamente. Mata as pessoas no dia-a-dia, sem que elas percebam que estão morrendo. E num determinado momento, quando tudo está perdido, fica extremamente doloroso o processo de "desintoxicação". Porque é quando nos deixamos ser desintoxicados de "nós mesmos" pelo sangue de Cristo que nos traz justiça, purificação e renovação é que percebemos um pouquinho do que Ele passou lá naquela cruz.
O meu "EU" deve ir para a cruz todos os dias, a todos os instantes. Caso contrário, como cristão, como pastor, como esposo, como pai, como ser humano, poderei ser encontrado "morto" em algum canto aí da vida, vitma de overdose de "EU" mesmo.
Vale a pena nos lembrarmos a cada dia que nós não valemos muita coisa por nós mesmos. Se temos algum valor é porque Deus, em Sua misericórida, nos amou primeiro, nos escolheu primeiro e nos provou que antes do "EU" é preciso uma letra "D" e depois, no final, uma letra "S" para fazer sentido nossa existência e passagem por este mundo.
Que não sejamos "drogados espirituais", escravos da "EU conha" ou da "EU ína". Seja "D EU S" o alicerce e a essência daquilo que somos.
No entanto, hoje, não quero falar de maconha, de cocaína, heroína, crack ou qualquer outro tipo desses de drogas. Não irei descrever a sequência de sintomas em alguém que está morrendo de overdose.
Entretanto quero lhe falar de uma droga tremendamente nociva, poderosa, escravizadora e assassina. Letal nos efeitos não só no usuário mas em qualquer um que esteja por perto. Quer saber de que droga estou falando? Você pode chamá-la "EU conha" ou se preferir pode ser "EU ína"... Sim! Estou falando dessa injeção de "EU" que a maioria das pessoas manda para as veias diariamente. É um tal de "se achar", "eu posso", "as melhores idéias são as minhas", e por aí vai...
Há muitos cristãos por aí muito fiéis em devolver o dízimo, em dar de coração ofertas, especialistas em se vestir bem para irem aos cultos, mas quando você vai conversar e olhar nos olhos deles fica evidente que ali há alterações super percebíveis decorrentes do uso excessivo do "EU".
Os efeitos da "EU conha" ou "EU ína" podem ser vistos aos montões por aí quando as pessoas, em nome de Deus, procuram se auto promover através de "grandes feitos", "grandes sacrifícios" como tentativas inúteis de conquistar um lugar na Jerusalém renovada. Os drogados e viciados no "EU" estão tão lesados que não conseguem enxergar quem está mais próximo e se esquecem em sua louca viagem que Jesus derramou por aquele o Seu precioso sangue também. Ele "não veio buscar os sãos, mas os doentes..."
Amigo, não se iluda. As fortes dosagens de "amor ao EU" que nós corremos o risco de injetar diariamente em nossas palavras, atitudes e motivos são muito, mas muito mais perigosas e fatais do que qualquer outra droga. Simplesmente porque um "EU" doente causa a morte lentamente. Mata as pessoas no dia-a-dia, sem que elas percebam que estão morrendo. E num determinado momento, quando tudo está perdido, fica extremamente doloroso o processo de "desintoxicação". Porque é quando nos deixamos ser desintoxicados de "nós mesmos" pelo sangue de Cristo que nos traz justiça, purificação e renovação é que percebemos um pouquinho do que Ele passou lá naquela cruz.
O meu "EU" deve ir para a cruz todos os dias, a todos os instantes. Caso contrário, como cristão, como pastor, como esposo, como pai, como ser humano, poderei ser encontrado "morto" em algum canto aí da vida, vitma de overdose de "EU" mesmo.
Vale a pena nos lembrarmos a cada dia que nós não valemos muita coisa por nós mesmos. Se temos algum valor é porque Deus, em Sua misericórida, nos amou primeiro, nos escolheu primeiro e nos provou que antes do "EU" é preciso uma letra "D" e depois, no final, uma letra "S" para fazer sentido nossa existência e passagem por este mundo.
Que não sejamos "drogados espirituais", escravos da "EU conha" ou da "EU ína". Seja "D EU S" o alicerce e a essência daquilo que somos.
domingo, 21 de março de 2010
O tempo que passamos na Igreja...
Todos nós corremos muito todos os dias. Na verdade é até desnecessário e inútil fazer qualquer comentário sobre a "correria da vida". E pensando no tempo que gastamos correndo atrás de nossos interesses, necessidades e "artigos de sobrevivência", pensei ser interessante refletir um pouco na quantidade e qualidade do tempo que passamos no templo, prestando cultos em louvor e adoração a Deus.
Se formos pensar na porcentagem de tempo que gastamos envolvidos com o nosso trabalho, pensando nas horas gastas no local do serviço e incluindo as atividades extras que desempenhamos em casa, no ônibus, no notebook, etc..., percebemos sem muita dificuldade que o tempo de trabalho supera de longe o tempo que passamos juntos no templo.
Se formos pensar na porcentagem de tempo que gastamos envolvidos com um pouco de lazer, recreação, sociabilização e relacionamentos inter-pessoais também teremos que ser sinceros de que a porcentagem supera um tanto sobre nossos momentos cultuando no templo.
Antes que você pergunte se o pastor está querendo propor que devamos aumentar o número de cultos semanais, ou o aumento do tempo de nossos cultos, permita-me dizer que de longe este é nosso objetivo. Embora estejamos, sim, planejando para o próximo semestre abrirmos nosso Templo para nos reunirmos também nos domingos a noite e nas quartas-feiras. Evangelismo e oração intercessória. Precisamos disso!
No entanto, a raiz deste artigo não é o desejo de publicar os planos evangelísticos de nossa Igreja, mas levá-lo a pensar nas vezes em que muitos ficam fazendo contas de quanto tempo passamos nos cultos. Se ficamos 40 minutos, 1 hora, 1 hora e meia ou sei lá quanto tempo...
PARA TUDO QUE É DE NOSSO INTERESSE NÓS NÃO FAZEMOS CONTA... SIMPLESMENTE DEIXAMOS ACONTECER PORQUE A VIDA É CURTA... QUANDO SE TRATA DE ESTAR DENTRO DA IGREJA MUITOS DEFENDEM DIFERENTES TESES SOBRE O "TEMPO IDEAL" DE DURAÇÃO DE UM CULTO.
O Espírito Santo não marca tempo. Se preciso for em 30 segundos ou menos Ele fala ao coração necessitado. Se for preciso que fiquemos um dia inteiro dentro da Igreja para que um coração seja alcançado, o Espírito também fará Seu trabalho.
Portanto, não cabe a mim nem a ninguém, em nome do "bom senso", que na verdade considero mais "boa conveniência" baseada no cansaço, nos desejos, no bem estar..., dizer que um culto deva durar "X" tempo para ser "O Culto" (com letras maiúsculas).
Quantas horas passamos diante da TV, do computador, envolvido com trabalho visando ganhar mais dinheiro? Quanto tempo investimos em acessar a internet para "navegar"?
Se esses e outros aspectos de minha vida tiverem equilibradamente divididos e coordenados, talvez eu esteja apto para observar o tempo de duração dos cultos em minha igreja. Aliás, se tudo isso estiver em equilíbrio em minha vida é sinal de que o tempo que tenho passado na Igreja, prestando cultos ao meu Deus, não tem sido gastos contando o tempo, mas sim aproveitando ao máximo do que tenho ouvido e visto lá como combustível para minha vida espiritual. Ao invés de ficarmos contando quanto tempo estamos na igreja, envolvamo-nos mais com a igreja.
Maranata!
Se formos pensar na porcentagem de tempo que gastamos envolvidos com o nosso trabalho, pensando nas horas gastas no local do serviço e incluindo as atividades extras que desempenhamos em casa, no ônibus, no notebook, etc..., percebemos sem muita dificuldade que o tempo de trabalho supera de longe o tempo que passamos juntos no templo.
Se formos pensar na porcentagem de tempo que gastamos envolvidos com um pouco de lazer, recreação, sociabilização e relacionamentos inter-pessoais também teremos que ser sinceros de que a porcentagem supera um tanto sobre nossos momentos cultuando no templo.
Antes que você pergunte se o pastor está querendo propor que devamos aumentar o número de cultos semanais, ou o aumento do tempo de nossos cultos, permita-me dizer que de longe este é nosso objetivo. Embora estejamos, sim, planejando para o próximo semestre abrirmos nosso Templo para nos reunirmos também nos domingos a noite e nas quartas-feiras. Evangelismo e oração intercessória. Precisamos disso!
No entanto, a raiz deste artigo não é o desejo de publicar os planos evangelísticos de nossa Igreja, mas levá-lo a pensar nas vezes em que muitos ficam fazendo contas de quanto tempo passamos nos cultos. Se ficamos 40 minutos, 1 hora, 1 hora e meia ou sei lá quanto tempo...
PARA TUDO QUE É DE NOSSO INTERESSE NÓS NÃO FAZEMOS CONTA... SIMPLESMENTE DEIXAMOS ACONTECER PORQUE A VIDA É CURTA... QUANDO SE TRATA DE ESTAR DENTRO DA IGREJA MUITOS DEFENDEM DIFERENTES TESES SOBRE O "TEMPO IDEAL" DE DURAÇÃO DE UM CULTO.
O Espírito Santo não marca tempo. Se preciso for em 30 segundos ou menos Ele fala ao coração necessitado. Se for preciso que fiquemos um dia inteiro dentro da Igreja para que um coração seja alcançado, o Espírito também fará Seu trabalho.
Portanto, não cabe a mim nem a ninguém, em nome do "bom senso", que na verdade considero mais "boa conveniência" baseada no cansaço, nos desejos, no bem estar..., dizer que um culto deva durar "X" tempo para ser "O Culto" (com letras maiúsculas).
Quantas horas passamos diante da TV, do computador, envolvido com trabalho visando ganhar mais dinheiro? Quanto tempo investimos em acessar a internet para "navegar"?
Se esses e outros aspectos de minha vida tiverem equilibradamente divididos e coordenados, talvez eu esteja apto para observar o tempo de duração dos cultos em minha igreja. Aliás, se tudo isso estiver em equilíbrio em minha vida é sinal de que o tempo que tenho passado na Igreja, prestando cultos ao meu Deus, não tem sido gastos contando o tempo, mas sim aproveitando ao máximo do que tenho ouvido e visto lá como combustível para minha vida espiritual. Ao invés de ficarmos contando quanto tempo estamos na igreja, envolvamo-nos mais com a igreja.
Maranata!
segunda-feira, 8 de março de 2010
A Igreja que existe em VOCÊ
Quando observamos um templo e contemplamos os detalhes das suas janelas, cores, portas, espaços, decorações, salas, bancos, púlpito, instrumentos..., pensamos, talvez, no orgulho que sentimos em fazer parte daquela "igreja". Ou quem sabe ficamos ponderando sobre o que é preciso para que aquela "igreja" seja melhor, ou ideal dentro de nossa ótica.
No entanto, na maioria das vezes, nos esquecemos que o templo, embora seja um lugar especial, sagrado, construído com o único propósito de reunir ali pessoas que buscam adorar, louvar e honrar ao Grande Deus, é a parte mais "fria" de tudo o que essencialmente é a "IGREJA".
Gostaria agora de lhe perguntar como vai a parte mais "quente" (pelo menos deve ser) da igreja. Estou perguntando sobre como VOCÊ está, hoje? Sim! A pate mais especial, ou o coração da igreja é VOCÊ! A igreja (templo) existe por tua causa. Deus idealizou o templo para que você pudesse estar num lugar especial para se encontrar com Ele. Pois, na verdade, se você não estiver bem com Ele, o templo não fará diferença alguma. Os rituais que ocorrem no templo não terão significado ou na pior das hipóteses, não te alcançarão!
Prezado amigo, como vai VOCÊ, o templo do Espírito Santo? Como está a tua mente? Como está o teu físico? Como está a IGREJA que existe em você?
Se como "instituição" ou "templo" temos desafios, pense nos teus desafios pessoais e diários! A maneira como você encara cada um deles, a forma como você coloca Deus na perspectiva de sua caminhada será determinante no sucesso, bem estar e significado do que ocorre lá no "templo" que você frequenta semanalmente.
Querido irmão, querida irmã, acredite: HÁ UMA IGREJA AÍ DENTRO DE VOCÊ!! Assim como ela é, assim será a "nossa Igreja". A Igreja da Fadminas não é o nosso templo verde, lindo, bem localizado, ou o nosso templo universitário em Lavras... A maneira como você se vê como membro, como parte integrante do exército de pregadores do evangelho, como um adventista do sétimo dia que quer ver Jesus ainda em nossos dias é que vai te fazer "ser diferente para fazer a diferença" na vida de outros. Cuide bem da "igreja que existe em VOCÊ"!!
Pense nisto! Um grande abraço!
No entanto, na maioria das vezes, nos esquecemos que o templo, embora seja um lugar especial, sagrado, construído com o único propósito de reunir ali pessoas que buscam adorar, louvar e honrar ao Grande Deus, é a parte mais "fria" de tudo o que essencialmente é a "IGREJA".
Gostaria agora de lhe perguntar como vai a parte mais "quente" (pelo menos deve ser) da igreja. Estou perguntando sobre como VOCÊ está, hoje? Sim! A pate mais especial, ou o coração da igreja é VOCÊ! A igreja (templo) existe por tua causa. Deus idealizou o templo para que você pudesse estar num lugar especial para se encontrar com Ele. Pois, na verdade, se você não estiver bem com Ele, o templo não fará diferença alguma. Os rituais que ocorrem no templo não terão significado ou na pior das hipóteses, não te alcançarão!
Prezado amigo, como vai VOCÊ, o templo do Espírito Santo? Como está a tua mente? Como está o teu físico? Como está a IGREJA que existe em você?
Se como "instituição" ou "templo" temos desafios, pense nos teus desafios pessoais e diários! A maneira como você encara cada um deles, a forma como você coloca Deus na perspectiva de sua caminhada será determinante no sucesso, bem estar e significado do que ocorre lá no "templo" que você frequenta semanalmente.
Querido irmão, querida irmã, acredite: HÁ UMA IGREJA AÍ DENTRO DE VOCÊ!! Assim como ela é, assim será a "nossa Igreja". A Igreja da Fadminas não é o nosso templo verde, lindo, bem localizado, ou o nosso templo universitário em Lavras... A maneira como você se vê como membro, como parte integrante do exército de pregadores do evangelho, como um adventista do sétimo dia que quer ver Jesus ainda em nossos dias é que vai te fazer "ser diferente para fazer a diferença" na vida de outros. Cuide bem da "igreja que existe em VOCÊ"!!
Pense nisto! Um grande abraço!
quarta-feira, 3 de março de 2010
30 Madrugadas de Esperança na Igreja Fadminas
Desde o último dia 18 de fevereiro estamos numa maratona espiritual mais que especial. Todos os dias, antes de clarear o dia, as 5h da manhã, alunos, professores, funcionários e membros de nossa comunidade reunem-se no templo do Campus 1 para estudar a Palavra de Deus, desfrutar de uma leitura dialogada de trechos significativos do espírito de profecia e, em oração, fortalecer a fé para enfrentar a caminhada diária.
Dentro da maratona inclui-se os 21 dias de jejum e oração intercessória pela arrancada missionária da igreja não só local mas em toda a América do Sul. Estamos vivendo em pleno "Tempo de Esperança". Com uma média diária de 80 pessoas presentes vamos seguindo confiantes de que nosso Pai tem grandes planos e propósitos para nossa igreja e seu crescimento, para Sua honra e glória.
Dentro da maratona inclui-se os 21 dias de jejum e oração intercessória pela arrancada missionária da igreja não só local mas em toda a América do Sul. Estamos vivendo em pleno "Tempo de Esperança". Com uma média diária de 80 pessoas presentes vamos seguindo confiantes de que nosso Pai tem grandes planos e propósitos para nossa igreja e seu crescimento, para Sua honra e glória.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Do Pastor para suas Ovelhas
No último sábado, 23/01, fomos apresentados às nossas Igrejas, às nossas ovelhas do Distrito FADMINAS. Foi um momento marcante e significativo porque enquanto o Pr. Kleber Reis, presidente da Associação Mineira Sul da I.A.S.D, expunha suas palavras e depois ao pregar um sermão muito relevante sobre o coração do pastor e o coração da ovelha, meus pensamentos se voltavam para o tamanho da alegria e o preço da enorme responsabilidade que se posiciona diante de nós.
Da mesma forma que nós não quisemos correr o risco de usarmos palavras mal colocadas no sábado, lá na igreja, aqui também gostaria de me valer das palavras do apóstolo Paulo, quando abordou sobre a sua visão sobre seu ministério. Isto está registrado em Atos 20:24. Lá o apóstolo afirmou: "Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus."
Se você que está lendo é uma ovelha de nosso rebanho saiba que o nosso grande desejo é somarmos os esforços para testemunharmos do Evangelho da graça de Deus juntos, sendo de fato a "geração esperança" para contemplarmos a volta de nosso Senhor ainda em nossos dias. Amém!
Eu e minha família estaremos orando por todas as ovelhas do rebanho e contamos com as suas orações também para caminharmos sempre na mesma direção.
Um forte e cordial abraço do pastor e família para toda a Família FADMINAS!
Da mesma forma que nós não quisemos correr o risco de usarmos palavras mal colocadas no sábado, lá na igreja, aqui também gostaria de me valer das palavras do apóstolo Paulo, quando abordou sobre a sua visão sobre seu ministério. Isto está registrado em Atos 20:24. Lá o apóstolo afirmou: "Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus."
Se você que está lendo é uma ovelha de nosso rebanho saiba que o nosso grande desejo é somarmos os esforços para testemunharmos do Evangelho da graça de Deus juntos, sendo de fato a "geração esperança" para contemplarmos a volta de nosso Senhor ainda em nossos dias. Amém!
Eu e minha família estaremos orando por todas as ovelhas do rebanho e contamos com as suas orações também para caminharmos sempre na mesma direção.
Um forte e cordial abraço do pastor e família para toda a Família FADMINAS!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Escombros de um Haiti "espiritual"

Ao assistirmos na TV ou visualizarmos na internet, jornais e outros veículos de comunicação as imagens e notícias que abalaram milhares e milhões de pessoas ao redor do mundo, percebemos quão impotentes somos quando nos deparamos com a Natureza num momento de total descontrole.
Ao mesmo tempo em que constatamos que as palavras de Jesus conforme registradas na Bíblia Sagrada são tão atuais como as que constam nas manchetes e noticiários.
Entretanto, gostaria de desafiá-lo a se valer deste momento para uma pausa, refletindo no fato de que há tantos no mundo agora que ao olharem para dentro de si mesmos encontram uma vida emocional e espiritualmente semelhantes aos locais atingidos pelo terremoto cruel que assolou Porto Príncipe, no Haiti.
Meus pensamentos foram conduzidos nesta direção quando assistia a uma das tantas reportagens que as emissoras têm veiculado em que um grupo de crianças órfãs sobreviventes que somam um total de 2500 espalhados em orfanatos pelo país cantavam para seu mantenedor, um haitiano que vive nos E.U.A e foi lá para acompanhar de perto a situação. E o hino que cantaram foi "Remiu, remiu! Remido fui por Jesus..."
Talvez as vitmas em meio aos escombros do terremoto que ainda conseguem encontrar força para sorrir e cantar as linhas de um hino estejam em melhores condições do que muitos dos que estão do lado de cá, mas afundados em crises pessoais, desespero e insatisfação e não conseguem mais visualizar a pessoa amiga e compassiva de Jesus.
Talvez os que estão do lado de cá precisem desesperadamente de um resgate que os livre dos escombros de um Haiti "espiritual" do que aqueles desafortunados e sem perspectiva que a TV e a internet estão mostrando.
Ao olharmos para eles não nos esqueçamos de olharmos para nós também e vamos interceder por aqueles e louvar a Deus pelas condições em que nos encontramos e, acima de tudo, pelas oportunidades que Ele ainda tem nos dado de Lhe entregarmos nosso coração.
Pior que as imagens do terremoto no Haiti é ter que carregar um coração cheio de escombros espirituais. Que Deus te alcance onde quer que você esteja. Que ao Ele chegar para te resgatar você O aceite e "sobreviva" aos terremotos desta vida.
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