Temos visto o que o consumo de drogas pode causar na vida de um ser humano e na vida de todos os que convivem com este. Tenho visto famílias inteiras se desintegrarem em função de um de seus membros que envereda-se no caminho muitas vezes sem volta das drogas.
No entanto, hoje, não quero falar de maconha, de cocaína, heroína, crack ou qualquer outro tipo desses de drogas. Não irei descrever a sequência de sintomas em alguém que está morrendo de overdose.
Entretanto quero lhe falar de uma droga tremendamente nociva, poderosa, escravizadora e assassina. Letal nos efeitos não só no usuário mas em qualquer um que esteja por perto. Quer saber de que droga estou falando? Você pode chamá-la "EU conha" ou se preferir pode ser "EU ína"... Sim! Estou falando dessa injeção de "EU" que a maioria das pessoas manda para as veias diariamente. É um tal de "se achar", "eu posso", "as melhores idéias são as minhas", e por aí vai...
Há muitos cristãos por aí muito fiéis em devolver o dízimo, em dar de coração ofertas, especialistas em se vestir bem para irem aos cultos, mas quando você vai conversar e olhar nos olhos deles fica evidente que ali há alterações super percebíveis decorrentes do uso excessivo do "EU".
Os efeitos da "EU conha" ou "EU ína" podem ser vistos aos montões por aí quando as pessoas, em nome de Deus, procuram se auto promover através de "grandes feitos", "grandes sacrifícios" como tentativas inúteis de conquistar um lugar na Jerusalém renovada. Os drogados e viciados no "EU" estão tão lesados que não conseguem enxergar quem está mais próximo e se esquecem em sua louca viagem que Jesus derramou por aquele o Seu precioso sangue também. Ele "não veio buscar os sãos, mas os doentes..."
Amigo, não se iluda. As fortes dosagens de "amor ao EU" que nós corremos o risco de injetar diariamente em nossas palavras, atitudes e motivos são muito, mas muito mais perigosas e fatais do que qualquer outra droga. Simplesmente porque um "EU" doente causa a morte lentamente. Mata as pessoas no dia-a-dia, sem que elas percebam que estão morrendo. E num determinado momento, quando tudo está perdido, fica extremamente doloroso o processo de "desintoxicação". Porque é quando nos deixamos ser desintoxicados de "nós mesmos" pelo sangue de Cristo que nos traz justiça, purificação e renovação é que percebemos um pouquinho do que Ele passou lá naquela cruz.
O meu "EU" deve ir para a cruz todos os dias, a todos os instantes. Caso contrário, como cristão, como pastor, como esposo, como pai, como ser humano, poderei ser encontrado "morto" em algum canto aí da vida, vitma de overdose de "EU" mesmo.
Vale a pena nos lembrarmos a cada dia que nós não valemos muita coisa por nós mesmos. Se temos algum valor é porque Deus, em Sua misericórida, nos amou primeiro, nos escolheu primeiro e nos provou que antes do "EU" é preciso uma letra "D" e depois, no final, uma letra "S" para fazer sentido nossa existência e passagem por este mundo.
Que não sejamos "drogados espirituais", escravos da "EU conha" ou da "EU ína". Seja "D EU S" o alicerce e a essência daquilo que somos.