segunda-feira, 2 de junho de 2008
O Valor das Pessoas
Quanto vale um ser humano? Quanto vale aquilo que ele "é"? Quanto vale aquilo que ele "faz"? Quanto vale aquilo que ele "tem"? Quando penso nas estruturas que permeiam o amor que Deus tem pelo homem me envergonho, me entristeço, me reavalio tanto ao dar como ao receber o amor dos que me rodeiam. Me recordo da amizade meteórica, porém, não pouco intensa que eu e minha esposa tivemos com uma pessoa que vivia cercada de pessoas e uma agenda preenchida de compromissos, eventos, encontros, almoços... Havia muita expectativa em relação ao que seria oferecido por essa pessoa! Um dia a saúde faltou. A doença tomou conta. Gradativamente as pessoas sumiram na medida em que as expectativas também desapareceram. E o valor da pessoa em si simplesmente se autoconstata como "inexistente". A morte leva todos os dias milhares de pessoas que levam junto com seus corpos para a sepultura o segundo caixão da solidão amargurada provocada por aqueles que nos dias de glória abraçaram, sorriram, fizeram questão de estar próximos, ... É isso aí! A vida é infelizmente assim. Gosto de fechar os olhos e ver Jesus. Simplesmente me amando e me mantendo pelo único motivo de ser misericordioso por princípio. Por fazer parte do Seu caráter me amar! E este amor "me constrange". Preciso deste amor para me abastecer e para abastecer o coração de todos os que convivem comigo. O mundo tá precisando disso na medida em que nos aproximamos do fim. Peça a Deus medida significativa deste amor que valoriza o que somos, apesar do que somos e ponto final.
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